Tenho o chão sujo.
Terra desmanchando o azulejo
Liso
Nele os milhares de pessoas
Que passaram.
No sujo o conhece-los
O compreende-los
No fundo sem querer,
Ama-los
No fundo sem saber,
Sê-los.
Mas houve no chão também tempo
Houve chuva que caiu e correu
Houve madeira que de manso apodreceu
Houve pedra que abriu e amoleceu
Houve um Sonho que fugiu
E deixou-me o sonho
De o sonhar a sós
Aqui.
E tal ruína antiga e viva,
Percorreu-me inteiro
A beleza da Morte,
O entregar-se ao tempo.
E o Sol entrou.
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