quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Ruína

Tenho o chão sujo.

Terra desmanchando o azulejo

Liso

Nele os milhares de pessoas

Que passaram.

No sujo o conhece-los

O compreende-los

No fundo sem querer,

Ama-los

No fundo sem saber,

Sê-los.

Mas houve no chão também tempo

Houve chuva que caiu e correu

Houve madeira que de manso apodreceu

Houve pedra que abriu e amoleceu

Houve um Sonho que fugiu

E deixou-me o sonho

De o sonhar a sós

Aqui.

E tal ruína antiga e viva,

Percorreu-me inteiro

A beleza da Morte,

O entregar-se ao tempo.

E o Sol entrou.

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