Diz que um dia a construção vai cair
Diz que um dia o céu vai ruir
Diz que um dia vai anoitecer
Para quê então construir a estrada?
Para quê levantar a madrugada?
Para quê desfazer-se em sonhares?
Para quê procurar novos lugares?
Diz que um dia se vai queimar
O ultimo livro fazendo-se ar
Diz que um dia se vai ultimar
A ideia de vozes guardar
Para quê então o peito rasgar?
Para quê falar com cantar?
Para quê lembrar a maresia?
Para quem se faço poesia?
Porque não se diz mas há presente
Porque não se sabe mas quando passa no tempo
A luz do tempo a carruagem vale o momento
Porque o que morre por fora
Pode viver por dentro
E há caminhos da alma secretos ao vento.
quarta-feira, junho 16, 2010
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