Talvez sem querer saber quando voltei
Quis saber quando te vinhas
Quis saber se pela mesma rua descerias
Que o
acaso de uma juventude livre
Dada a dois beijos inteiros e loucos
Como as
mãos que se seguram
E entre elas todas as possíveis vidas
De duas mãos inteiras e loucas.
Acaso a rua desceste e eu ainda não vinha
Passagem
de vento que um sonho sopraria
Era eu, partícula de nada que te espera e te tem
Meu
amor a que não posso chamar
Meu
amor de asas e caminhos grandes
Quando chega a saudade verdadeira?
Quando murcham os meus lábios?
Lábios, sonho, desejo, entrelaço
Neles o teu cabelo o teu sorriso
Entre
fitas de cores que não há
Talvez sem querer saber se te conheço
Quis saber se ainda te sei
Quis saber se pela mesma ânsia vagarias
Que o
acaso de uma juventude livre
Dada a dois olhos inteiros e loucos
Como
mãos que se seguram
E entre elas todas as partes
De dois mistérios infindáveis
Acaso a ânsia vagaste e eu não senti
Passagem
de vento que um sonho sopraria
Eras tu, invisivelmente vestida de segredos
Meu
amor a que não posso chamar
Meu
amor de asas e caminhos grandes
Quando chega a sedução imperceptível?
Quando murcham os nomes?
Nomes, dedos, esperança entrelaço
Neles as tuas pernas e o passo
Entre
fitas de cores que não há
Talvez sem querer saber se me terias
Quis saber se me entregara
Quis saber se pelo mesmo abraço sentias
Que o
acaso de uma juventude livre
Dada a dois braços inteiros e loucos
Como
mãos que se seguram
E entre elas todas as almas
De duas almas terem a
Mesma Mão.
Acaso o abraço sentias e eu não me perdia
Passagem
de vento que um sonho sopraria
Éramos não-sei-se,
lua fora de nós
Meu
amor a que não posso chamar
Meu
amor de asas e caminhos grandes
Quando chega a entrega derradeira?
Quando murcha o abraço?
Abraço, lonjura, calor entrelaço
Neles os sonhos de te ver
Entre
fitas de cores que não há
Nampula 2010